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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Paris impõe restrições à livre circulação de veículos devido ao elevado grau de poluição

Mäyjo, 22.03.15

Paris impõe restrições à livre circulação de veículos devido ao elevado grau de poluição

Paris, tal como outras cidades francesas, está sob o alerta máximo para os níveis de poluição. Em março do ano passado, a capital francesaesteve envolta num intenso nevoeiro, durante 5 dias, provocado pela suspensão de partículas poluídas. A falta de chuva e o calor anormal que se fez sentir  impediu a dispersão da poluição, o que levou as autoridades a tomarem várias medidas para minimizar a situação, nomeadamente a utilização gratuita dos transportes públicos durante três dias.

Depois de terem ordenado a diminuição da velocidade de circulação em algumas vias, o desvio de camiões do centro da cidade e a limitação da atividade de algumas indústrias nas imediações da cidade, as autoridades parisienses restringiram a livre circulação dos veículos.

De acordo com o Guardian, as autoridades queriam diminuir para metade o número de veículos a circular nas ruas até a poluição diminuir. Para tal, entrou em vigor uma restrição à livre circulação de carros. Os veículos autorizados a circular foram calendarizados em dias alternados e a calendarização foi feita com base no número da matrícula.

Contudo, a decisão não agradou a muitos parisienses que dependem dos veículos próprios para se deslocarem dos subúrbios para o centro da cidade, onde trabalham. Muitos estavam mesmo dispostos, referiu o jornal britânico, a infringir a restrição e pagar a multa consequente – €22 – caso fossem apanhados pelas autoridades.

Para assegurar que as restrições eram cumpridas foram destacados 700 polícias adicionais para patrulharem as ruas de paris e de 22 subúrbios circundantes.

Além da calendarização dos carros autorizados a circular, as autoridades emitiram ainda uma lista dos veículos que não eram afetados pelas restrições: transportes públicos, táxis, carros elétricos e híbridos e carros com pelo menos três ocupantes, num encorajamento à partilha de veículos.

Foto:  dbakr / Creative Commons 

16 EXEMPLOS DE COMO OS HOMENS ESTÃO A MUDAR ESTE PLANETA

Mäyjo, 22.03.15

Há seis anos que a NASA está a trabalhar no projecto Images of Change, que procura identificar vários pontos geográficos em diferentes fases da sua história e, assim, provar o efeito devastador com que os humanos estão a ter sobre o Planeta.

A sequência de 16 fotos que agora publicamos – algumas encorajadoras, como a reflorestação das florestas do Uganda – pretendem alertar para a forma como o Planeta muda drasticamente de década em década. Um dos maiores exemplos é o do Mar do Aral que, em poucos anos, passou de um dos grandes lagos do mundo a uma mera caricatura do que foi durante séculos.

“As alterações climáticas são um conceito abstracto para a maioria das pessoas. Parece algo que muda de forma invisível ou apenas acontecerá no futuro”, explicou Randal Jackson, gestor de internet do Jet Propulsion Laboratory da NASA à Fast Company. “Estas imagens dão-nos a oportunidade de termos esta consciência de forma um pouco mais real”. Veja a fotogaleria e, abaixo, a respectiva legenda. 

O impacto do Homem no Planeta

16.A destruição dos incêndios de Idaho, Estados Unidos.

AGRICULTOR PERUANO PEDE INDEMNIZAÇÃO CLIMÁTICA A EMPRESA ALEMÃ

Mäyjo, 22.03.15

agricultor_SAPO

Um agricultor do Peru está a exigir uma indemnização a uma empresa alemã do sector energético devido ao contributo histórico para as alterações climáticas que, segundo defende, deixa a sua casa “severamente ameaçada” por um lago que pode extravasar as margens.

Num processo judicial sem precedentes na Europa, Saul Luciano Lliuya exige que a RWE, que opera na distribuição de gás natural e na produção e distribuição de energia, pague parte dos custos de medidas de protecção urgentes, já que a sua casa fica localizada no leito de cheia do lago Palcacocha, que acolhe a água do degelo de glaciares, impedindo que chegue à sua casa, na cidade de Huaraz, na região da Cordillera Blanca.

“Dois glaciares podem colapsar para o lago, o que causaria uma grande inundação que destruiria a casa da minha família e muitas outras casas em Huaraz. É um risco inaceitável”, indicou o agricultor ao Guardian. “Há muito que eu e o meu pai achamos que aqueles que causam as alterações climáticas devem ajudar a resolver os problemas que causam. O Peru é um país pobre e vulnerável. Os grandes poluentes que têm contribuído para as alterações climáticas devem agora contribuir para solucionar os nossos problemas”, assevera Saul Luciano Lliuya.

O processo iniciado pelo agricultor alega que a RWE – uma das grandes emissoras históricas europeias de gases com efeito de estufa, segundo um relatório da revista científica Climate Change – contribuiu para o efeito estufa e, consequentemente, para o degelo dos glaciares nos Andes.

Em menos de 40 anos, o lago Palcacocha viu o seu tamanho aumentar oito vezes e o volume aumentar 30 vezes mais devido ao degelo dos glaciares, defende a queixa contra a RWE. As autoridades locais de Huaraz afirmam que existe um risco elevado de inundação e têm declarado repetidamente o estado de emergência.

Roda Verheyen, advogada ambientalista alemã e que representa Saul Luciano Lliuya, indica que o seu cliente pretende processar a RWE nos tribunais alemães naquilo que será um processo judicial sem precedentes na Europa. “Temos um caso sólido no que respeita à contribuição da RWE para o efeito estufa e como isso contribui para o risco em que a habitação do senhor Lliuya se encontra”, indica a advogada ao jornal britânico.

O peruano exige que a RWE o indemnize pelas contribuições para as emissões totais entre 1751 e 2010, que estão calculadas em 0,47%.

Para que o risco de cheia seja evitado e a casa de Lliuya fique ilesa é necessário drenar o largo, até que futuros trabalhos possam ser feitos, como a construção de novos diques e a modernização dos existentes. De maneira a colocar estas medidas em marcha, o agricultor pede uma indemnização de cerca de €20.000, valor correspondente a 0,47% dos custos projectados para drenar e reforçar as protecções do lago.

Michael Murphy, porta-voz da RWE indica que a empresa não pode comentar a acção legal uma vez que ainda não recebeu nenhuma notificação formal do caso.